O mundo está melhorando

Ao contrário do que costuma-se ver na mídia e o que é pregado por críticos do capitalismo, nosso mundo está melhorando. E trouxemos seis gráficos para comprovar isso.

World Better
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Pobreza extrema

No eixo Y o número absoluto da população mundial em bilhões, e no eixo X o tempo.

A pobreza extrema mundial vem diminuindo gradativamente, mesmo com a população mundial aumentando ano após ano. Em 1820 aproximadamente 95% da população mundial vivia na miséria absoluta, cerca de 1 bilhão de pessoas. O pico da extrema pobreza foi atingido nos anos 70, influenciado principalmente pela elevada taxa de natalidade dos países mais pobres. É importante notar que há apenas pouco menos de 50 anos cerca de 60% da população mundial ainda vivia em condições precárias. O número começou a decrescer com a abertura comercial principalmente dos países mais populosos do mundo, como Índia e China.

Hoje a cifra de pessoas vivendo na pobreza extrema está abaixo dos 10% da população mundial, e essa taxa vem caindo ainda que a população mudial aumenta. Inclui-se na linha de pobreza extrema, segundo o Banco Mundial, pessoas com renda abaixo de US$ 1,90 por dia. E estima-se que hoje uma pessoa saia dessa linha, por segundo.

Mortes em desastres naturais

No eixo Y o número absoluto de mortos em desastres naturais, e no eixo X o tempo.

O acúmulo de capital ao longo dos anos, nos permitiu construir lares mais robustos, nos permitiu migrar de locais perigosos, permitiu o avanço tecnológico de previsões acessíveis a todos e a desenvolvermos mecanismos de defesa eficazes contra desastres naturais. Nos anos 30 atingimos um pico de mais de 3,5 milhões de mortes em decorrência de desastres naturais, hoje a taxa se mantém abaixo das 40 mil mortes há quase uma década. Consideram-se aqui como desastres naturais; atividades vulcânicas, secas, enchentes, epidemias, deslizamentos de terra, furacões, tornados, temperaturas extremas e terremotos.

Alfabetização

No eixo Y o número absoluto da população mundial em bilhões, e no eixo X o tempo.

A alfabetização da população mundial também é uma estatística animadora, há pouco menos de dois séculos atrás a educação era reservada a apenas uma elite privilegiada. Hoje a taxa de alfabetização já alcançou 86,2% da população mundial. Ou seja, de uma proporção aproximada de 1 a cada 10 pessoas, pulamos para uma taxa de 8 a cada 10 pessoas letradas no mundo. Tendo em vista que a alfabetização é o ponto base do desenvolvimento da educação, é esperançoso viver em um mundo em que a vasta maioria esteja capacitada para desenvolver áreas como a ciência e a tecnologia.

Número de horas trabalhadas

No eixo Y o número de horas trabalhadas por semana, e no eixo X o tempo.

A diminuição da jornada de trabalho é outro fenômeno observado, as jornadas semanais que variavam entre 55 e 75 horas entre países mais ricos, hoje mantém-se entre 30 e 45 horas. A queda no número de horas trabalhadas se dá exclusivamente pelo avanço do capitalismo. O acúmulo de capital ao longo dos anos foi proporcionando maiores investimentos em tecnologias, máquinas e meios de produção, os quais aumentaram significativamente a produtividade do trabalhador. Com o passar dos anos a automação, a produção seriada, a evolução das instalações fabris, o aumento da segurança no trabalho, permitiram que se trabalhasse muito menos para produzir muito mais. Com isso, a exigidência de qualificação de mão-de-obra também aumentou, levando os empregadores a serem obrigados a oferecem maiores salários e jornadas menores.

O gráfico acima mostra a relação entre o aumento da produtividade e a redução das horas trabalhadas. No eixo Y temos o número anual de horas trabalhadas, e no eixo X temos a produtividade por hora.

Mortalidade infantil

No eixo Y a porcentagem de 0 a 100, e no eixo X o tempo.

Em 1800 a porcentagem de mortalidade infantil era maior de 40%, ou seja, quase metade de todos os bebês e crianças não sobreviviam a infância. Isso porque na época a maioria das doenças infantis ainda não haviam sequer sido descobertas. Hepatite, pneumonia, sarampo, tétano, paralisia infantil e demais outras doenças eram as maiores responsáveis pela elevada taxa de mortes prematuras. Com o avanço da medicina diversas vacinas para essas doenças foram descobertas, mas também a produçao seriada e abundante das mesmas, permitiu que todas as classes tivessem acesso ao que derrubou gradativamente a taxa de mortalidade infantil no mundo.

Expectativa de vida

No eixo Y a idade e no eixo X o tempo.

Se sobreviver a infância era um desafio imenso para a população mundial há dois séculos atrás, ter um longa expectativa de vida era outro. É fato que nos anos 1800 a expectativa de toda a população global não passava dos 40 anos. Mesmo um aristocrata não possuía defesa contra doenças simples, e nem acesso a serviços de higiene básicos, como escovar os dentes (a escova de dente só foi inventada em 1938). O aumento da expectativa de vida ao longo dos anos é reflexo da diminuição da pobreza extrema, das mortes em desastres naturais e da melhora do bem estar decorrente dos inúmeros avanços na ciência e tecnologia.

Conclusão

Se colocarmos a análise do mundo estar melhorando na perspectiva de toda a história da humanidade, perceberemos que nossos avanços são muito recentes. A humanidade passou a vasta maioria de sua existência lutando para sobreviver primitivamente. Foi só após a revolução industrial que realmente começamos a criar maneiras de nos proporcionar bem estar de vida. Foi aumentando nossa produtividade e tornando itens raros, artesanais e caros, em itens comuns, produzidos em série e acessíveis a todos as camadas da população.

É interessante reparar que a mídia noticia fervorosamente todos os anos índices de desigualdade social, mas esquecem, ou preferem omitir, que a pobreza mundial está diminuindo. É preciso sempre fazer essa correlação, pois a verdade é que assim como a desigualdade aumenta, a pobreza diminui e a diferença no padrão de vida entre ricos e pobres também. Isso porque quanto mais rico um indivíduo, mais valor ele teve que criar para a sociedade para chegar até tal patamar.

A economia mundial não é um jogo de soma zero, onde um tem que perder para outro ganhar, pelo contrário. Bilionários como Jeff Bezos e Bill Gates só possuem fortunas gigantescas porque criaram valor na vida de um enorme número de pessoas, seja por baratear os custos de produtos com inovações logísticas, seja tornando um computador operacional para pessoas comuns. Fortunas são criadas quando inovações aparecem, ou quando itens que costumavam serem luxos, ficam acessíveis a todos por meio da produção em massa e abundância.

A realidade é que nunca vivemos tão bem em qualquer outro período da história que nem o atual, e continuamos progredindo. Nosso padrão de vida hoje, por exemplo, é muito melhor do que um bilionário americano do início do século. É apenas caminhando em direção ao capitalismo e livre mercado que tornaremos as inovações, avanços tecnológicos e científicos acessíveis a todos os cidadãos e melhoraremos continuamente nosso bem estar.

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