O Império do Brasil

O que lhe vem à mente quando se fala no Império do Brasil? Aristocratas exploradores vivendo à custa do povo? Escravidão? Atraso? Revoltas sociais e guerras? É comum associarmos essa parte da história do Brasil como um período ruim e que a proclamação da república foi uma espécie de segunda independência brasileira. Também pudera, com a ideologia esquerdista implementada pela vasta maioria dos professores de história, é quase impossível não termos sidos criados com visões distorcidas de períodos históricos.

Mas e se eu lhe dissesse que a monarquia brasileira foi um dos momentos em que o Brasil viveu seus melhores anos?

Principais acontecimentos no período imperial

1822 – No dia 07 de Setembro, D. Pedro I proclama a independência do Brasil, sendo aclamado imperador no dia 12 de Outubro do mesmo ano.

1825 – Inicia-se a Guerra da Cisplatina, que se encerraria no ano de 1828, e culminaria com a independência do território do Uruguai.

1831 – Com a maior guerra civil da história de Portugal, D. Pedro I é obrigado a voltar para a Europa, deixando seu filho de apenas cinco anos de idade como chefe de estado no Brasil.

De 1831 a 1840 o Brasil vive o chamado período regencial, no qual quatro regentes alternaram o poder. Esse período foi marcado por diversas revoltas sociais no Brasil. 

1840 – Após nove anos de tentativa de se governar o país, os políticos regentes concordaram que uma figura de autoridade neutra era necessária para enfrentar o descontentamento geral e as disputas de poder. Antecipa-se então a maioridade de D. Pedro II e em Julho de 1840 o segundo imperador do Brasil é declarado apto a governar.

1850 – É decretado o fim do tráfico de escravos para o Brasil

Período em que o Brasil vivenciou enorme estabilidade política e prosperidade econômica. A infraestrutura desenvolveu-se com a construção de estradas de ferro, telégrafos elétricos e linhas de navio a vapor.

1862 – Questão Christie: Império Brasileiro e Império Britânico entram em atrito devido a exigências abusivas do cônsul britânico. Uma guerra por pouco não eclodiu. Em 1865 o império Britânico recuou e pediu desculpas ao Brasil.

1864 – Guerra do Paraguai: O ditador Paraguaio Solano López apreende um navio a vapor brasileiro e invade o Brasil a fim de expandir suas fronteiras. A guerra tem fim em 1870 com total vitória do Brasil e aliados ( Argentina e Uruguai).

1871 – Lei do ventre livre: liberdade aos filhos de escravos, nascidos a partir da data.

1875 – Inicia a imigração em massa de Alemães, Italianos, Espanhóis e Japoneses para o Brasil.

1885 – Liberdade aos escravos com mais de 65 anos

1888 – Abolição da escravidão no Brasil

1889 – Golpe de estado no Brasil: República é proclamada ilegitimamente, é o fim do Império do Brasil.

Resumo do Império do Brasil

O Império do Brasil foi, em sua extensão máxima, o 11º maior império da história. Tinha uma marinha poderosa que, segundo estudos, chegou a figurar entre as cinco maiores marinhas de guerra e a segunda maior marinha mercante da época. Possuía relevância no cenário mundial e enorme poder diplomático, como exemplo, fez o Império Britânico enviar desculpas formais ao Brasil para evitar uma guerra, devido a divergências consulares (Questão Christie).

Um país de instituições fortes e que pensavam a frente do seu tempo, como exemplo, o Brasil foi o primeiro país do mundo a criar reservas florestais (Floresta da Tijuca), e um dos primeiros a criar escolas para portadores de necessidades especiais. Também foi um dos primeiros países a implementar o telefone, devido a D. Pedro II ter encontrado Alexander Graham Bell, e ter acreditado e incentivado sua invenção. O Brasil também era à frente do seu tempo na questão de tratamento à imprensa, pois D. Pedro II protegia com unhas e dentes o direito a liberdade de imprensa, mesmo quando essa era usada para difamá-lo.

Rio de Janeiro, 1889 – O comércio exterior cresceu a uma taxa média anual de 3,88% por 47 anos durante o Império

Na questão econômica o Império do Brasil também foi promissor, ainda que a monarquia teve a difícil missão de transformar uma economia escravocrata e colonial em um sistema moderno e capitalista, gozávamos de estabilidade e de notável crescimento. A taxa de crescimento anual do PIB foi em média de 4,81%, porém o PIB per Capita não cresceu no mesmo ritmo, tendo uma taxa média de apenas 0,2% a.a.

Com enormes investimentos em infraestrutura e logística, o Brasil possuía um invejável sistema de portos, e a taxa anual de crescimento das exportações foi em média de 3,88%. Grande incentivador da iniciativa privada e da industrialização, o Império do Brasil mantinha apenas 14 impostos e orientava o estado no sentido de que enquanto houvesse despesas a serem cortadas, não haveria o porquê de criar impostos. A taxa de crescimento anual da indústria no império, foi de 6,74%, e a inflação média em 67 anos de Império, foi de apenas 1,58% ao ano.

O que deu certo em 129 anos de República?

Conforme a linha do tempo exposta no infográfico acima, o Império do Brasil sofreu um golpe em 1889, quando foi estabelecida a República do Brasil. O golpe nunca teve qualquer apoio da população e um plebiscito de consulta só foi realizado 93 anos depois, quando muita informação já havia sido perdida. Mas passados 129 anos de república, o que podemos dizer que deu certo?

Incêndio no Museu Nacional, 2018 – Anos de descaso estatal jogando 200 anos de história no lixo

Desde o golpe da república em 1889, tivemos oito moedas diferentes em circulação, inflação estratosférica, planos econômicos falhos, alta taxa de desemprego, regimes militares, ameaças comunistas, os maiores escândalos de corrupção do mundo, criação de castas privilegiadas, aparelhamento do estado e ineficiência em todo e qualquer serviço público prestado. Mudamos seis vezes de constituição e saímos dos 14 impostos na monarquia, para atuais 91 impostos. Desde a constituição de 88, o Brasil criou mais de 320 mil leis tributárias, e hoje uma empresa no Brasil gasta em média 2.600 horas por ano apenas para cumprir suas obrigações tributárias. Entre 30 países analisados pelo IBPT, o Brasil fica com a pior colocação no ranking de retorno sobre os impostos.

Na educação não poderia ser diferente, o legado da república coloca o Brasil nas últimas posições no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Ranking PISA). No ranking divulgado este ano, o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática. E o que falar da segurança? Com 62,5 mil assassinatos no ano de 2016, atingimos uma taxa de homicídios 30 vezes maior que a Europa.

A ilusão do controle

O que lhe faz crer que hoje temos o poder da decisão, e escolhemos quem nos representa no poder? Na teoria é verdade que escolhemos nossos representantes, mas a prática é bem diferente.

Resumidamente, em uma democracia a maioria é quem decide, mas você já teve a opção de votar pela aprovação de alguma lei? O argumento aqui é o de que temos poder nas eleições, assim votamos para eleger um representante que fará esse trabalho para nós. Mas você sabia que dos 513 deputados da Câmara, apenas 28 entraram lá com sua própria votação? Todos os 485 restantes entraram puxados por votos na legenda ou votos a outros candidatos. E mesmo quando consultam a população sobre determinados assuntos, a decisão não é respeitada, é só lembrarmos do plebiscito sobre o desarmamento realizado em 2005, em que a maioria votou contra a proibição do comércio de armas.

É ilusão acharmos que esse grupo “eleito democraticamente” está lá para fazer valer nossos anseios e exigências. É através de atitudes como as de instaurar o foro privilegiado e aumentar seus salários em meio a crises, que comprovamos que os interesses pessoais e de seus partidos políticos sempre serão prioridade. Esse grupo jamais seguirá um plano de governo a longo prazo, pois sabem que um rival pode assumir em quatro anos e tomar crédito pelas suas façanhas. Jamais investirão genuinamente em educação e acesso a informação, pois sabem que assim a maioria veria que seus mandatos são fundamentados em falsas promessas e mentiras. Jamais vão lutar contra a burocracia e diminuição do estado, pois um ambiente assim é o ideal para corrupção, conchavos e trocas de poder político.

A volta da Monarquia seria a solução?

Imagine por um momento um Brasil governado por uma figura neutra, livre de qualquer filiação política, que fosse preparada para o cargo desde criança. Uma figura que visse o país como sua propriedade privada e realmente lutasse por seu progresso, pois seu nome e sobrenome estariam vinculados ao mesmo. Uma figura com poder de dissolver todo o parlamento e convocar novas eleições em casos extremos e que tivesse um plano de governo a longo prazo, pois não precisaria se preocupar com reeleições. Uma figura com enorme prestígio diplomático e relevância internacional, que servisse de mediador em conflitos e alianças, e ainda assim custasse menos que o atual Palácio do Planalto.

É fato que o topo dos rankings de índices de qualidade de vida, liberdade de expressão, de felicidade do povo e de democracia, são majoritariamente ocupados por monarquias. Será que esse sucesso se aplicaria ao Brasil se voltássemos a monarquia? Para quem não sabe, ainda temos uma família real que estaria disposta para assumir o Brasil. Abaixo deixo alguns links de entrevistas com os que poderiam ser os próximos imperadores, tire suas conclusões se essas pessoas estariam preparadas ou não para assumir tal função. E você, gostaria que voltássemos a ser uma monarquia?

https://www.youtube.com/watch?v=YmR0VT_WSLs (Palestra Dom Bertrand 1992)
https://www.youtube.com/watch?v=Q1MDkswFQl4 (Entrevista Dom Bertrand 2017)
https://www.youtube.com/watch?v=xocCDudeazg (Entrevista Príncipe Luiz Philippe 2018)

Saiba mais sobre a História do Império do Brasil:

Documentário Brasil – A Última Cruzada

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