As 10 obras mais caras financiadas pelo BNDES no exterior

Criado em 1952, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é um banco estatal com o objetivo de financiar e subsidiar projetos de longo prazo na economia brasileira.

Sendo um dos maiores bancos públicos do mundo, o BNDES participou ao longo de sua história dos mais diversos projetos de engenharia no Brasil. Entretanto, nas últimas duas décadas, passou a destinar uma grande fatia de seus recursos para obras no exterior.

Com seus recursos oriundos de tarifas de energia e portuárias em seus primeiros anos, o BNDES passou a obter outras fontes de financiamento de suas atividades ao longo dos anos. Em 1989, obteve uma significativa com a criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Porém foi durante o governo petista, mais precisamente entre 2009 e 2014, que o banco passou a receber também recursos diretamente vindos do tesouro nacional. Ou seja, diretamente das receitas com impostos cobrados dos brasileiros.

Essa polêmica medida para aumentar a força de atuação do BNDES na economia brasileira, gerou consequências negativas observadas até hoje.

Com aportes de R$ 450 bilhões do tesouro nacional em cinco anos, o banco recebeu o equivalente a 8% do PIB do Brasil na época.

Com esse valor, fomentou a criação de monopólios, destinou mais da metade dos empréstimos a empresas de grande porte – com faturamento bruto maior que R$ 300 milhões – e contribuiu diretamente na expansão de atividades de empresas profundamente envolvidas em casos de corrupção.

É o caso das empreiteiras Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. E outras de outros setores, como o conglomerado X de Eike Batista e a JBS dos irmãos Batista.

Foi também através dessas empreiteiras, que o BNDES financiou enormes obras de infraestrutura no exterior, desviando importantes recursos a países na época congruentes com a ideologia petista.

Listamos abaixo as dez maiores obras financiadas pelo BNDES no exterior, que somadas, consumiram mais de 5 bilhões de dólares dos recursos do banco:

1. Usina Siderúrgica Nacional (Venezuela)

A um financiamento de 865,42 milhões de dólares por intermédio da construtora Andrade Gutierrez (AG), a obra para construção de uma usina siderúrgica para a Venezuela, lidera o ranking de maior financiamento despendido no exterior pelo BNDES.

A Venezuela ainda não ressarciu o valor total à construtora, e dificilmente o fará. É através dessa obra também, que o o ex-presidente da AG revelou ter pago 1% do valor ao governo petista para intermediar o acordo. Cerca de 8,7 milhões de dólares de propina.

2. Porto de Mariel (Cuba)

Através da construtora Odebrecht, o valor de 682 milhões de dólares financiados para a construção do porto de Mariel em Cuba, é o segundo maior financiamento feito pelo BNDES no exterior.

Já sofrendo com atrasos de pagamentos do governo cubano, as chances de calote também aumentam a cada dia.

3. Termelétrica a Carvão (República Dominicana)

Cerca de 656 milhões de dólares foi o valor do terceiro maior financiamento bancado pelo BNDES no exterior.

Por intermédio da construtora Odebrecht, a construção da termelétrica vai virar alvo de investigação no país, por suspeitas de propina.

4. Estaleiro para manutenção de embarcações (Venezuela)

Ao custo de 637,89 milhões de dólares, o financiamento da construção do estaleiro Astialba na Venezuela foi intermediada pela Andrade Gutierrez.

5. Malha de gasodutos (Argentina)

A expansão dos gasodutos operados pela TGS e TGN na Argentina, receberam 636,88 milhões de dólares do BNDES, através da distribuidora Cammesa.

6. Linha II do metrô de Los Teques (Venezuela)

Por meio da Odebrecht, o financiamento para expansão do metrô de Los Teques foi de 527,84 milhões de dólares. Em delação feita na operação Lava Jato, executivos da Odebrecht revelaram terem pago 35 milhões de dólares em propina para Nicolás Maduro, para realizar a obra.

7. Gasodutos troncais (Argentina)

Em mais uma obra intermediada pela Odebrecht, o governo Kirchner da Argentina recebeu 436,39 milhões de dólares para ampliação de seus gasodutos, via BNDES.

8. Linha V do metrô de Caracas (Venezuela)

Mais uma expansão de metrô na Venezuela, mais uma obra da Odebrecht, e um financiamento de 368,33 milhões de dólares.

9. Barragem de Moamba Major (Moçambique)

Através da construtora Andrade Gutierrez, a obra no país africano recebeu 320 milhões de dólares via financiamento do BNDES. As investigações sobre corrupção e favorecimento ainda prosseguem nesta obra, que teve até assassinato de executivo no meio.

10. Sistema de tratamento de água de Paraná de Las Palmas (Argentina)

Mais um presente do petismo ao kirchnerismo, a obra de tratamento de água na Argentina saiu a um custo de 293,86 milhões de dólares, via financiamento do BNDES.

Todas as operações e valores podem ser consultados em: https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/transparencia/consulta-operacoes-bndes

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