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Como as companhias aéreas Low Cost fazem dinheiro?

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Você sabe como operam as companhias aéreas de baixo custo, as chamadas low cost airlines ou low cost carrier, e com quais diferenciais fazem dinheiro?

Não, não vem da cobrança de snacks a bordo, apesar de ser mais uma renda alternativa para essas companhias. Os verdadeiros diferenciais que fazem essas empresas lucrarem passam basicamente pelo princípio da simplificação de processos de gestão. Confira:

Low cost

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Como surgiram as companhias low cost?

Até fins da década de 70, o mercado americano possuía seu setor de transporte aéreo regulamentado, no qual as empresas não tinham autonomia para estabelecer preços, rotas e capacidades de transporte. Até então, esse mercado era dominado por companhias tradicionais que, por terem os preços regulamentados, lutavam pelos clientes através de serviços oferecidos. O deslocamento aéreo era caro e visto como um meio de transporte luxuoso e requintado.

Iniciado em 1978, o processo de liberalização do setor mudou esse cenário. Esse importante passo permitiu que empresas como a Southwest Airlines surgissem com novos conceitos para o setor, como o corte de luxos à bordo, o uso de rotas e aeroportos alternativos, a utilização da tripulação para diversos fins e tempos mais curtos entre vôos. Usando como exemplo o sucesso americano, a Europa iniciou também o processo de liberalização de seu setor aéreo em 1987, finalizando-o em 1997, e desde então o velho continente viu surgirem empresas como a Ryanair, EasyJet e Wizz.

A desregulamentação, abertura e liberalização do setor aéreo é mais um exemplo de como a competição em mercados livres favorecem o consumidor. Hoje companhias de baixo custo permitem que viagens entre Londres e Paris por exemplo, saiam por até 9,99 libras. Ou seja, tornaram o meio de transporte aéreo acessível à todos as faixas de renda.

E o Brasil?

Nosso querido país possuía, até meados da década de 90, o mercado aéreo rigidamente controlado. Era o governo que determinava o preço das tarifas aéreas, e consequentemente fixava os preços das passagens. A nossa liberalização do setor começou a ocorrer no início dos anos 2000, e só em meados de 2008 que as tarifas foram totalmente liberadas. Esse primeiro passo trouxe uma explosão de demanda para o setor, e a concorrência finalmente começou a funcionar. Como consequência, em 12 anos o preço das passagens aéreas no Brasil caíram 43%.

Ainda assim, temos o nosso setor de transporte aéreo muito regulamentado. Apenas quatro companhias aéreas operam hoje no Brasil, e esse oligopólio é protegido por leis e agências como a ANAC, que barram novos entrantes. Por exemplo, no Brasil é proibido que empresas estrangeiras façam vôos domésticos, o que é amplamento feito na Europa, afastando as companhias low cost. Ainda há outros fatores, como a corrupção que repele essas empresas de nosso país, conforme o próprio CEO da Ryanair afirmou há pouco tempo atrás. E o resultado de todo esse controle e regulamentação estatal? Você deve imaginar, somos hoje um dos países mais caros do mundo para se viajar de avião.

 

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